Competinov no Programa FINCRESCE
Dirigido a PMEs Líder (empresas que se posicionem como motor da economia nacional), o Programa FINCRESCE tem como objectivo optimizar as condições de financiamento das empresas que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva. (2007-06-22)
Publicado em 03 Junho 2003 12:05:13
(827 Leituras)
Criar estratégias para envolver organizações na sociedade de informação e conhecimento.
A inovação enquanto processo centrado na empresa e que deve acontecer de forma sistemática e continuada é uma ideia há muito propagada nos meios governamentais e empresariais. Como fazer disso uma realidade é um problema ao qual muitas organizações não conseguem dar resposta. A Competinov é uma empresa que surgiu há quatro anos, da mente de Alexandre Campos, um empreendedor com 35 anos que encontrou uma estratégia para dar resposta às necessidades das empresas de todos os sectores de actividade quando se fala em inovação.
A Competinov é, no entender de Alexandre Campos, accionista único da empresa, um projecto que se desenvolveu com o objectivo de “propagar a inovação, proporcionando aos seus clientes bens intangíveis, como são a informação e o conhecimento”. Ao mesmo tempo, procura-se ir mais longe, ao desenvolver todo um processo que termina na criação de ferramentas que efectivamente transformem esses bens intangíveis em mais valias para as empresas.
As quatro áreas em que se a Competinov se especializou constituem um conjunto de “serviços integrados” que, como explica o empreendedor, visam “dar às empresas uma estratégia de diferenciação”.
Da formação à inovação
Nenhuma empresa consegue inovar se não tiver adquirido conhecimentos para o fazer – a pensar neste factor, esta empresa desenvolveu uma plataforma própria de formação à distância e presencial que mereceu, desde logo, a atenção do INOFOR, transformando-a na terceira empresa nacional a ser certificada para dar formação à distância. Nesta área, desenvolvem formação avançada para profissionais, através do projecto Ranger, uma iniciativa que se distingue na opinião do responsável da empresa, “pela qualidade dos formadores e pelas metodologias aplicadas”. Os últimos cursos idealizados no âmbito do programa Ranger abordam temas actuais como o “Combate ao Absentismo nas organizações e Organizações e Gestão de Risco de Cobrança”.
A grande novidade, ainda em fase de lançamento, é um curso sobre “Produtividade do Conhecimento para a Inovação”, que se destina a empresários e quadros superiores. Também em fase de lançamento está uma plataforma de formação para coordenadores de formação, um sistema que se dirige a empresas nesta área e que coloca à sua disposição “todos os processos burocráticos” para se formalizar uma acção deste tipo.
Outra área em que se especializaram foi a da “informação para decisão de negócios”. Aqui as empresas têm acesso a todo o tipo de informações sobre mercados, sectores, concorrência, fornecedores e parceiros que podem ajudar a potenciar um processo de inovação dentro da sua organização. A informação é pesquisada de acordo com a realidade de cada organização e o objectivo de Alexandre Campos é criar um processo de “inteligência económica”, ao facilitar um trabalho de pesquisa que muitas vezes as empresas não têm capacidade para fazer. A par desta área, surge uma outra que procura abordar os “conhecimentos para o negócio”, ou melhor, “sistemas de gestão da informação e conhecimento em rede”. No fundo é colocar em prática processos que “proporcionem a transformação da informação em conhecimento aplicado” e, obviamente, em inovação.
Actualmente têm em desenvolvimento uma plataforma de “redes colaborativas de interesses partilhados”, que, como explica o empreendedor, “permitem dentro de uma empresa o trabalho virtual como todo o seu ecossistema, potenciando modelos de trabalho em colaboração de troca de informação e conhecimento”. Esta plataforma pretende ainda “fazer a ligação entre as empresas e as universidades”, facilitando a troca de informações essenciais à inovação.
Por último, a área de “propriedade intelectual para negócios”, formaliza todas as etapas anteriores ao auxiliar as empresas a “proteger os seus produtos, o património intelectual” que criaram em todo o processo de inovação.